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Fenômenos Psíquicos |
Ana Lucia Melo Gonçalves |
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Introdução A palestra “Fenômenos Psíquicos” foi apresentada pela primeira vez na Loja Rosacruz Niterói - A.M.O.R.C., em 1992. Como a matéria é extensa e complexa, veremos aqui apenas alguns fenômenos - os que despertam maior interesse nas pessoas de modo geral - e não todos os citados na palestra. oOo Quem,
hoje em dia, nunca ouviu falar de “sexto sentido”, telepatia,
clarividência ou premonições? Esses temas
ligados à paranormalidade ou fenômenos psíquicos
- ou seja, fora dos limites da Os problemas entre a paranormalidade e a ciência já surgem quando se tenta determinar fisiologicamente qual a parte do corpo responsável pela percepção extra-sensorial, ou ESP (como é abreviada em inglês). Embora alguns pesquisadores digam que a ESP está relacionada à glândula pineal - o “terceiro olho” a que se referem alguns autores - , nenhum órgão em especial pode ser responsabilizado por esses fenômenos. O mais provável é que a ESP seja uma função da própria mente, a qual é capaz, de alguma maneira ainda não identificada, de capitar ou emitir mensagens ou de atuar sobre o meio que a circunda. E, para aumentar o mistério a respeito dessas propriedades da mente, sabe-se também que elas não têm limitações de tempo ou espaço - o sensitivo Ingo Swann, por exemplo, “viu” um local na África dentro de um laboratório em São Francisco (EUA) e Elisabeth Denton descreveu cenas da época dos dinossauros apenas tocando uma pedra originária daquele período. Tudo isso parece implausível? De qualquer modo, certas hipóteses da física moderna lidam com conceitos igualmente misteriosos e inquietantes, os quais parecem apontar para uma nova ordem das coisas em que os fenômenos paranormais estariam perfeitamente incorporados à natureza. É o caso, por exemplo, de noções como a relatividade, a antimatéria, a ação a distância, os universos paralelos... Os pesquisadores que lidam com a física quântica sabem que um elétron pode ocupar dois lugares simultaneamente, e que lhe é possível mover-se para o futuro e o passado. Se tais idéias não têm à primeira vista relação imediata com os fenômenos paranormais, ao menos servem para dar-lhes uma certa credibilidade. A moderna física tem-nos mostrado que o que nos cerca é muito mais amplo - em vários sentidos - do que poderíamos imaginar. O que chamamos de “realidade” é, na verdade, uma ilusão criada por nossa mente. Os órgãos dos cinco sentidos reconhecidos pela ciência captam uma quantidade limitada de informações (não ouvimos, por exemplo, certos sons audíveis para os cães) e, a partir delas, nosso cérebro compõe um esboço tridimensional do que está a nossa volta. Embora incompleto, esse esboço permite à raça humana sobreviver e reproduzir-se. Não é difícil perceber como a percepção “normal” do homem é limitada. Os sons audíveis para os cães, e não para nós, dão uma idéia de nossas deficiências de audição. Na área da visão, aparelhos detectam, por exemplo, os raios ultravioletas e infravermelhos, que no entanto não são visíveis para nós. Mesmo o que vemos e classificamos como sendo de determinada cor depende de fatores como a iluminação de momento e características particulares do observador (um daltônico não consegue diferenciar o vermelho do verde). A moderna física mostra ainda que o conjunto aparentemente sólido composto por você e sua cadeira nada mais é do que um espaço em sua maior parte vazio, através do qual vários tipos de partículas subatômicas e radiações eletromagnéticas passam sem quaisquer problemas. Portanto, a realidade do que somos e do que nos cerca é, em última análise, uma criação de nossa própria mente. Essa perspectiva retira os fenômenos paranormais do limbo a que os cientistas ortodoxos os relegam e coloca-os como uma parcela ainda inexplorada de nossas capacidades. Os fenômenos psíquicos não se comportam exatamente como os nossos já conhecidos cinco sentidos: interferem sobre eles fatores tão variados quanto as condições ambientais circundantes (o lugar deve parecer agradável para quem vai realizar os experimentos) e a postura mental de cada um - diz-se que uma posição favorável, ou mesmo neutra, ajuda nos fenômenos, enquanto uma posição de descrença prejudica ou impede sua ocorrência. Ao contrário do que muita gente pensa, a ESP não está ligada somente a grandes eventos, mas acontece também - e principalmente - em episódios da vida cotidiana. Veremos a seguir os principais fenômenos psíquicos do homem e suas características básicas.
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