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Fenômenos Psíquicos |
Ana Lucia Melo Gonçalves |
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Capítulo
IX (Comunicação entre mentes)
TESTE Cunhada há cerca de um século, a palavra Telepatia define uma forma de comunicação direta entre duas mentes, sem a participação de qualquer de nossos sentidos normais. Esse conceito engloba também a leituraa do pensamento - na imensa maioria das vezes, não o pensamento completo, mas imagens ou palavras que o integram, feita por uma pessoa intitulada “receptor” (mas que aqui tem um papel ativo) a partir do material mental fornecido pelo “emissor” (o qual se coloca numa postura passiva). De todas as faculdades extra-sensoriais, a Telepatia é provavelmente a mais popularizada e, assim como as outras, já convive com a humanidade há muito tempo. Conta-se que São Tomás de Aquino captava sem problemas os pensamentos das pessoas, e que Joana d’Arc usou da telepatia para convencer o delfim da França de que sua missão de combater os invasores ingleses era santificada.O famoso alquimista Paracelso apregoava que sua descoberta do corpo astral do homem, o “espírito universal”, permitia a ele comunicar-se com pessoas localizadas a distâncias significativas. Certos relatos mais antigos, que atribuem informações colhidas dessa maneira não a um poder humano, mas à participação de espíritos ou divindades, levaram os estudiosos do assunto a especular se a telepatia e outros poderes psíquicos não seriam faculdades comuns ao homem primitivo que a civilização se encarregou de reprimir. A telepatia - provavelmente o meio de comunicação do futuro - passou a ser alvo de estudos sistemáticos a partir das pesquisas realizadas por Joseph B. Rhine na década de 30. Atualmente grandes potências mundiais já fazem dessa faculdade uma poderosa arma militar. As experiências telepáticas mostraram que o receptor da transmissão consegue melhores resultados se estiver relaxado e comodamente instalado e essa foi a diretriz para algumas das mais interessantes pesquisas dos últimos tempos. Algumas delas envolviam a hipnose do receptor; outras, o estado de sono. Uma terceira técnica, denominada “Ganzfeld” por seu criador (o parapsicólogo americano Charles Honorton), colocava o receptor sentado numa confortável poltrona em meio de uma sala a prova de som, com os olhos protegidos por vendas translúcidas e fones de ouvido que lhe transmitiam músicas suaves. O receptor recebia instruções para falar num microfone durante 35 minutos, descrevendo tudo que lhe passasse pela mente. Numa sala vizinha, um experimentador concentrava-se numa série de fotografias selecionadas ao acaso entre as existentes. Todas essas técnicas parecem coincidir num ponto: elas colocam as ondas cerebrais das pessoas experimentadas num estado semelhante ao estado alfa, o qual permite que controlemos nossas funções involuntárias (o fenômeno conhecido como bio-feedback ou retroalimentação).
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