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Fenômenos Psíquicos |
Ana Lucia Melo Gonçalves |
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Capítulo
VII (Combustão humana espontânea)
Nesse fenômeno, o corpo de uma pessoa fica reduzido a cinzas, às vezes em poucos minutos. Isso acontece rara e imprevisivelmente, embora estudos recentes tendam a fazer uma ligação entre esses acontecimentos e alterações no campo magnético da terra. Não existem dois casos de combustão espontânea exatamente iguais, mas há alguns pontos comuns entre eles: a intensidade e rapidez do processo; um cheiro meio doce de óleo que pode ser sentido no ar; e o caráter seletivo da queima - quase sempre sobra alguma coisa (freqüentemente roupas e alguma parte do corpo, em especial extremidades) totalmente intacta. Nunca foi observada em animais; atinge apenas seres humanos. Do ponto de vista médico, jamais se discutiu a combustão espontânea, pois os seus paradoxos tornam o tema teoricamente inviável. O enigma central da combustão espontânea é o seguinte: o tecido humano em combustão não pode gerar uma temperatura tão alta capaz de destruir totalmente o corpo, como acontece. E se por acaso fosse possível gerar uma tal temperatura, tudo o mais existente em torno do corpo seria igualmente destruído, coisa que não ocorre. Nas poucas vezes em que se discutiu esse assunto oficialmente, usou-se o termo “combustibilidade preternatural”, para evitar o termo espontâneo - a idéia de que o fogo é gerado pelo próprio corpo é outra impossibilidade teórica. Em 1961, o doutor Gavin Thurston, um legista londrino, escreveu no Jornal Médico Legal de Londres que já examinara casos inequívocos em que o corpo humano pegou fogo com sua própria substância, sem nenhum tipo de combustível externo, fazendo notar que, em todos esses casos, só o corpo, e nenhum outro objeto, ficara destruído. Existem também casos de combustão espontânea em objetos tais como colchões, armários, roupas no guarda-roupa, etc. Geralmente são inconscientemente provocados por pessoas frustradas, com agressividade reprimida, coincidindo com o desabrochar da puberdade. Este fenômeno é conhecido pelo nome de “poltergeist”. Tomamos conhecimento através da imprensa de episódios assim, há poucos anos, na cidade de Suzano, no Estado de São Paulo.
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