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Fenômenos Psíquicos |
Ana Lucia Melo Gonçalves |
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Capítulo
III (Conhecer o passado por meios extra-sensoriais)
A face reversa da precognição chama-se retrocognição, termo criado pelo pesquisador ingles F. W. H. Myers para designar o conhecimento do passado adquirido paranormalmente, sem o concurso dos sentidos ou da memória de pessoas vivas. Essa faculdade não atrai muito a atenção dos estudiosos, pois é difícil verificar a correção de certas experiências ou diferenciar a retrocognição legítima de um evento criado pela mente do sensitivo através de imagens retidas em sua memória. Talvez por esses motivos, os exemplos de retrocognição não são tão numerosos nem possuem o interesse causado pelas experiências precognitivas; enquanto estas antevêem o futuro, as primeiras referem-se a algo que já passou e poderiam ser aproveitadas eventualmente apenas como um recurso de pesquisa histórica. A retrocognição começou a chamar a atenção através de um livro publicado em 1911, “A Aventura”. Nele, duas jovens inglesas, miss Morison e miss Lamont, relatavam como, numa visita à região de Versalhes, na França, viram os famosos jardins do local em seu aspecto de 200 anos antes, povoados por homens de peruca e graciosas moças que passeavam despreocupadamente. As inglesas podiam ouvir suas vozes e risos, bem como a música que uma pequena orquestra tocava. O que explicaria eventos como a precognição e a retrocognição? No segundo caso, a resposta parece ser a mesma utilizada no caso da psicometria - as cenas ficariam “gravadas” numa espécie de “memória” do ambiente, e tais gravações seriam captáveis por sensitivos de certa natureza. Já a precognição é bem mais complicada. Certos autores consideram que tanto a retrocognição como a sua correspondente em relação ao futuro são apenas faces de uma mesma moeda - a predestinação de eventos universais, incluindo-se os relativos aos homens.
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