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Fenômenos Psíquicos |
Ana Lucia Melo Gonçalves |
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Capítulo
II (O dom de conhecer os fatos antes que eles aconteçam)
VENDO O FUTURO Normalmente a informação precognitiva surge de maneira clara, mas por vezes pode vir cifrada, num código nem sempre fácil de entender. Existe uma grande discussão entre os estudiosos sobre onde estaria a fronteira entre a precognição legítima e as profecias. Essa vontade de marcar territórios talvez se origine da frequência com que charlatães dos mais variados matizes apregoam suas habilidades de ler o passado e o futuro de seus consulentes. Na verdade, porém, a questão parece estar mais em separar os “profetas” legítimos - sérios e dotados de precognição - dos falsos videntes, pois os instrumentos que usam servem apenas como catalisadores da faculdade precognitiva, e às vezes nem são necessários. Exemplos famosos de precognição: 1. Júlio César, imperador romano, sonhou com sua morte no dia anterior a esta; 2. Abraham Lincoln, presidente dos EUA, sonhou com sua morte uma semana antes. Os sonhos são um instrumento frequente para as atividades precognitivas, provavelmente porque é exatamente nesses momentos do sono conhecido como REM (sigla do inglês Rapid Eye Movement, ou “Movimento Rápido do Olho”) - que o subconsciente humano se mostra mais livre em relação às amarras que o consciente lhe impõe no estado de vigília. Embora mais raros, os fenômenos precognitivos em estado de vigília também envolvem casos interessantes. A precognição aparece por vezes em obras artísticas, e o exemplo mais famoso disso é um romance de 1898 escrito pelo americano Morgan Robertson, chamado Futility. Nele se contava a história de um navio de 70.000 toneladas, considerado inafundável, denominado Titan. Em sua primeira viagem, em abril, ele deveria cruzar o Atlântico, mas colidia contra um imenso bloco de gelo e afundava, levando à morte cerca de 2.500 pessoas. No início de 1912, o “insubmergível” navio Titanic, com 66.000 toneladas, foi lançado ao mar e, em abril do mesmo ano, preparou-se para sua primeira viagem, atravessando o Atlântico até Nova York. Ao sul da ilha de Terra Nova, porém, ele foi colhido por um iceberg e soçobrou. As águas geladas e os poucos botes salva-vidas existentes no Titanic fizeram com que 3/4 das 2.224 pessoas que haviam embarcado morressem afogadas.
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