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Fenômenos Psíquicos |
Ana Lucia Melo Gonçalves |
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Capítulo
I (Ou a ação da mente sobre a matéria)
A psicocinese inclui diversos fenômenos, como a faculdade de se movimentar objetos com a força da mente, casos de casas mal-assombradas (poltergeist) teleportação, materialização e desmaterialização. A psicocinese ou psicocinesia (“movimento pela mente”), é um termo adotado mais recentemente em substituição a telecinese (“movimento a distância”) para explicar a ação da mente sobre objetos físicos. Jesus
de Nazaré foi, segundo os relatos contidos na Bíblia,
um dos mais notáveis paranormais psicocinéticos
de que se tem notícia. A psicocinese atraiu o interesse dos pesquisadores já no século passado. Eles consideravam que o fenômeno se explicaria por um fluido que emanava do agente psicocinético para o objeto em questão, realizando assim uma transferência energética. A fim de se comprovar esta hipótese, foram construídos vários aparelhos sofisticados, em sua grande maioria consistindo de uma peça móvel pendurada por um fio finíssimo ou apoiada sobre uma ponta que servia de mancal, tudo isso fechado dentro de uma campânula de vidro. Tais equipamentos não levaram a conclusões definivas, mas experiências conduzidas sob outros critérios por William Crookes, J. K. F. Zöllner e outros renomados estudiosos forneceram indícios seguros da existência da psicocinese. A época em que esses pesquisadores atuaram coincidiu com o surto de espiritualismo pela Europa e Estados Unidos, com suas sessões de materialização, mesas girantes e outros eventos espetaculares. Muitos dos pretensos médiuns eram na verdade charlatães, e talvez por isso o tema tenha sido posto à margem pelos estudiosos que vieram a seguir. Contra um desses paranormais, porém, nada se descobriu de errado: o ingles Dunglas Home. Entre suas fantásticas habilidades figuravam a levitação (inclusive dele próprio), o movimento de objetos a distância e certas materializações, como a de uma curiosa mão seccionada do resto de seu (desconhecido) corpo, que cumprimentou as pessoas presentes àquela sessão.
Exemplos de psicocinéticos famosos: 1. Nelya Mikhailova ou Nina Kulagina, da URSS da década de 60. Movimentava objetos de qualquer tipo de material. Via e lia com a ponta dos dedos, sabia qual a região do corpo de um doente que estava em desarmonia. Durante as experiências em laboratório sua pulsação se elevava para 200 batidas por minuto e chegava a perder 2 quilos em cada meia hora. 2. Alla Vinogradova, da URSS. Depois de assistir a um filme com os feitos de Kulagina, ela resolveu verificar se podia fazer as mesmas coisas. Os resultados também foram muito bons, e mostraram certas características interessantes. Vinogradova trabalhava melhor quando não se apresentava cansada ou de mau humor, e se evitava o álcool não sofria o desgaste físico que apressou a aposentadoria de sua predecessora. Ela precisava estar perto do objeto visado para que este se movimentasse, mas depois de iniciado o processo podia afastar-se vários metros sem que a peça parasse de se mover. Alguns testes, por fim, mostraram resultados curiosamente inversos ao obtidos por Kulagina: enquanto esta atraía para si os objetos, Vinogradova fazia com que eles se distanciassem dela. Entrevistada por dois jornalistas americanos, Alla Vinogradova declarou o seguinte sobre suas faculdades psicocinéticas: “Eu apenas penso no objeto e que ele deve mover-se. Concentro-me nisso, tenho de sintonizar-me com o objeto. Sinto como se alguma forma de energia estivesse emanando das minhas mãos e dedos”. Podemos destacar no Ocidente os nomes de Uri Geller e o de Thomas Green Morton Coutinho, de Pouso Alegre - MG; no Oriente, o do indiano Sathya Sai Baba, considerado um deus em seu país por proezas semelhantes às que Jesus fez segundo as narrativas da Bíblia. Descobrir e desenvolver os poderes psicocinéticos é, mais do que nunca, uma tarefa que escapa ao domínio da racionalidade e da lógica. Pelo que se pôde entender dos que manifestam esta faculdade, qualquer pessoa pode praticá-la, desde que se ponha relaxada e manifeste o desejo de que o evento ocorra, mas evitando simultaneamente e participação da vontade (um elemento lógico). Em resumo, a pessoa deve querer que o fenômeno aconteça, mas sem ligar muito para isso. Essa inconsciência parcial observada na psicocinese pode explicar parte do que ocorre nos casos de poltergeist. Neste tipo de fenômeno incluem-se batidas (rap), movimento de objetos, arranhões, fogo espontâneo e outras interferências sobre a matéria. sabe-se que o poltergeist está sempre relacionado à existência de uma criança ou adolescente desequilibrado emocionalmente. (*) O Dr. Harvey Spencer Lewis, Reorganizador da Ordem Rosacruz A.M.O.R.C. para o presente ciclo de manifestação e seu primeiro Imperator, foi um grande estudioso dos fenômenos psíquicos, testando-os em laboratório e apresentando palestras sobre esse tema, as quais superlotavam os auditórios em que eram realizadas. |