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Após a chegada de centenas de ativistas à Turquia, detalhes sobre o ataque de Israel ao comboio de seis navios que levavam ajuda humanitária a Gaza, que deixou nove mortos, começam a ser divulgados pelos sobreviventes que passaram por prisões israelenses antes de serem deportados.
Os membros da missão humanitária para Gaza atacada por Israel foram recebidos como heróis e chamaram de “matança indiscriminada” a operação das Forças de Defesa de Israel.
| Murad Sezer/Reuters |
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| Na Turquia, milhares acompanham funeral dos oito turcos mortos no ataque de Israel a barcos |
Em entrevista à BBC Brasil, a cineasta brasileira Iara Lee disse que os israelenses teriam jogado corpos no mar.
Detida por tropas israelenses na ação militar, Lee relatou à BBC Brasil ter visto “muito sangue” e que começou “a passar mal” quando subiu ao convés do barco em que viajava.
Ela disse ainda que os atiradores de elite do Exército de Israel entraram no principal navio da frota, o Mavi Marmara, “atirando para matar”.
“Era muito sangue, eu comecei a passar mal, tive ânsia de vômito e até desisti de procurá-lo.” Iara disse à BBC Brasil que não testemunhou as mortes, mas que ‘”outras pessoas que estavam no barco contaram ter visto soldados atirando corpos no mar”.
Desaparecidos
Em sua chegada ao aeroporto de Istambul procedente de Israel, o presidente da ONG islâmica turca IHH (Fundação de Assistência Humanitária), uma das principais organizadoras da flotilha de ajuda a Gaza, afirmou que há mais mortos do que os anunciados.
“Devolveram-nos nove corpos, as famílias vão identificá-los. Mas a lista de mártires é mais extensa”, disse Bulent Yildirim.
“Há pessoas desaparecidas: nossos médicos entregaram a eles 38 feridos. Em troca, nos disseram que há apenas 21 feridos”, denunciou.
Americano entre os mortos
Um comunicado do gabinete do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a identidade das vítimas nesta quinta-feira. Todos eram homens entre 19 e 61 anos, e o mais jovem era de nacionalidade americana.
O jornal israelense “Haaretz” também confirma a informação de que os mortos eram oito turcos e um americano, ao contrário do que se divulgou inicialmente, quando acreditava-se que todas os corpos levados à Turquia eram de cidadãos turcos.
Os corpos foram entregues às famílias, após os exames forenses em Istambul.Especialistas citados pela agência de notícias turca Anatólia disseram que todos foram mortos a tiros e que um deles recebeu um disparo a queima-roupa.
As circunstâncias exatas das mortes poderão ser estabelecidas apenas após estudos que levarão um mês.
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